PRECES E SÚPLICAS OU OS CÂNTICOS DA DESESPERANÇA


A poesia de Vera Duarte não tece loas ao sucesso, ao consumo, ícones do mercado, onde as próprias pessoas se transformam em mercadorias e, na maioria das vezes, simulacros de produtos originais. Sua poiesis dá as costas a esse tipo de progresso, buscando exorcizar a barbárie através de intenso exercício de captação de lembranças recônditas do outrora.
Carme Lúcia Tindó Secco

Se tivermos em mente que, ontologicamente, a comunicação tem por fim a participação do receptor na relação existencial que o discurso institui, poderemos afirmar que Vera Duarte comunica com os seus leitores em pleno. Assim sendo, ao escrever, Vera enuncia-se e faz, ao mesmo tempo, que o leitor se enuncie também, ecoando as experiências vividas e ou sonhadas/ imaginadas, tornando possível entrar em holística comunhão, não só com a poetisa, mas também, tal como enunciou na saudação à poesia, já por nós referida atrás, com a beleza grandiosa / De povos, raças e credos.
Estela Pinto Ribeiro Lamas

Autora: Vera Duarte

Editor: Instituto Piaget Editora
Colecção: Poética e Razão imaginante
Ano de edição: 2005

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