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ENSAIO E MEMÓRIAS ECONÓMICAS SOBRE AS ILHAS DE CABO VERDE (SÉCULO XVIII)


“Ensaio político sobre as ilhas de Cabo Verde para servir de plano à história filosófica das mesmas; e memórias sobre a Urzela de Cabo Verde e sobre a fábrica Real do Anil na Ilha de Santo Antão”.

Autor: João da Silva Feijó
Apresentação e comentários: António Carreira

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro
Colecção: Estudos e Ensaios - 1
Ano de edição: 1986

(Para consulta: Bibliotecas Municipais de Oeiras )

DESCRIÇÕES OITOCENTISTAS DAS ILHAS DE CABO VERDE




Autor: António Carreira – Recolha, anotações e apresentação

Ano de edição: 1987
Patrocínio: Presidência da República de Cabo Verde

(fonte: BMOeiras)

MIGRAÇÕES NAS ILHAS DE CABO VERDE


No segundo semestre de 1974, a Universidade Nova de Lisboa, por iniciativa do Professor Vitorino Magalhães Godinho, criou um grupo de trabalho constituído pelos Drs. António Barreto e Maria Beatriz Rocha Trindade, com vista à elaboração de um esquema de estudo, integrado no projecto colectivo Mão-de-obra, emprego e emigração, e de seguida confiar aos que quisessem nele colaborar, a execução de trabalhos de conjunto, ou parcelares, por temas e áreas geográficas.
Dos nossos encontros resultou ser-me atribuído o encargo de fazer a análise das migrações nas ilhas de Cabo Verde. Tinha publicado um artigo intitulado A reconversão da Agricultura em Cabo Verde e a integração dos trabalhadores rurais no sector industrial, nos nºs 22 e 25 da revista Presença Cabo-Verdiana, Boletim Cultural e Informativo da, então, Casa de Cabo Verde, em Lisboa. Baseara esse artigo em elementos compilados em pesquisas de arquivo iniciadas em 1964, para o estudo alargado do problema. Daí tivesse sido esse artigo uma das razões de se terem lembrado do meu nome. De qualquer modo entendi que não deveria negar o meu concurso ao empreendimento. Exigia-o a muita consideração que tenho pelos organizadores do plano; e para além disso a incontestável capacidade de realização e o valioso currículo científico de cada um deles. E ao aceitar a incumbência decidi manter, no trabalho, a mesma linha de orientação traçada de há anos, em relação a estudos da vida social e económica das minhas ilhas, de que a dúzia de publicações dadas à estampa são prova.

Autor: António Carreira

Editor: Universidade Nova de Lisboa, Área das Ciências Humanas e Sociais
Ano de edição: 1977

(fonte: BMLx – Palácio Galveias)

O TRÁFICO DE ESCRAVOS NOS RIOS DE GUINÉ E ILHAS DE CABO VERDE (1810-1850)


(subsídios para o seu estudo)

As sucintas notas que seguem mais não pretendem ser do que um contributo para o esclarecimento de alguns dos variados e complexos problemas do tráfico negreiro na área geográfica situada entre o rio Senegal e a Serra Leoa no decurso de 1810 a 1850. Baseiam-se elas, de um lado, em elementos extraídos de diversa documentação publicada e, de outro lado, em fontes primárias dos arquivos de Cabo Verde e de Lisboa.

Autor: António Carreira

Editor: Junta de Investigações Científicas do Ultramar
Colecção: “Estudos de Antropologia Cultural”
Ano de edição: 1981

DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DAS ILHAS DE CABO VERDE E "RIOS DE GUINÉ"


(Séculos XVII e XVIII)

A publicação deste volume visa portanto a divulgação de documentos de grande interesse para o conhecimento da acção dos portugueses na costa ocidental africana nos anos de 1600 até final de 1700. Por um lado, eles mostram as vicissitudes por que passaram os contratos de arrendamento de tratos e resgates, e as falcatruas cometidas pelos contratadores, falcatruas essas facilitadas pela impossibilidade do Governo controlar os negócios; e do outro lado, o contrabando de escravos e a desenfreada concorrência comercial de Franceses, Ingleses e Holandeses, por vezes apoiada na guerra de corso, visando pôr termo às actividades dos Portugueses na costa a partir do Cabo Verde até à Serra Leoa.

Autor: António Carreira

Ano de edição: 1983

(fonte: BMLx - Palácio Galveias)

ESTUDOS DE ECONOMIA CABOVERDIANA


Estudos de Economia Caboverdiana, abrangendo a análise nos campos histórico, económico e social, de três dos principais géneros de exportação, segundo o papel desempenhado na vida insular, em especial quanto ao volume e ao valor mercantil de cada um, a saber: Urzela, cana sacarina (açúcar, aguardente e mel) e semente e azeite da purgueira. Na apreciação do processo evolutivo da exploração dos géneros procurou-se dar relevo ao contraste entre o regime de monopólio legal por que se regeu a urzela e o regime do seu comércio livre. Anote-se que a urzela constitui (com a PANARIA) durante mais de três séculos e meio, o grande esteio da vida económica das ilhas. Sem ela, também, dificilmente a indústria europeia de tinturaria de têxteis finos teria tido a expansão e o explendor que teve; e com eles os volumosos lucros auferidos pelos industriais britânicos e outros. Em outro plano mais modesto, outro tanto se pode dizer da purgueira em relação à indústria de saboeira.
Não tivemos de modo algum a pretensão de apresentar trabalho perfeito, esmerado, isento de defeitos. Todavia, como até agora nenhum dos inúmeros estudiosos da coisa caboverdiana (de tantos que esbracejam e gritam por aí) tentou nada semelhante, resta-nos aguardar a palavra dos eventuais críticos – sempre oportuna, bem vinda e salutar.

Autor: António Correia
Colaboração: Associação Portuguesa de História Económica e Social, sob a orientação do Prof. Doutor Magalhães Godinho

Editor: Imprensa Nacional – Casa da Moeda
Ano de edição: 1982

(fonte: BMLx – Camões)

DEMOGRAFIA CABOVERDEANA


(subsídios para o seu estudo)
(1807 / 1983)

O arquipélago de Cabo Verde foi achado em 1640, acerca de 14 anos após a descoberta da “Guiné” em 1446. Está situado a cerca de 455 quilómetros do continente africano, e a sua superfície total é estimada em 4.033km2. O nome deriva da circunstância de as ilhas suas componentes se localizarem defronte do Cabo Verde, próximo de Dacar. Compreende dois grupos:
- O de Sotavento, com Santiago, Maio, Fogo e Brava, e os ilhéus de Luís Carneiro, Sapado Grande e de Cima;
- O de Barlavento, com S. Antão, S. Vicente, S. Nicolau, Sal e Boa Vista; a de Santa Luzia, despovoada, e os ilhéus Raso e Branco, estes conhecidos, respectivamente, nos textos de Quinhentos, por “ilha Raza” e “ilha de Má Sombra”. As de S. Vicente e Sal foram conhecidas por “Desertas”, e só começaram a ser povoadas nos finais do século XVIII.
Poucas décadas após o achamento, deu-se a divisão do ponto de vista político-administrativo, passando a designar-se “Capitanis das ilhas de Cabo Verde e terra firme dos rios de Guiné”. Por terra firme entendia-se a Praça de Cacheu (1596) e Presídio de S. Cruz da Guínala (Buba). Os outros Presídios, de Geba, de Farim, de Ziguichor e de Bissau, foram criados já no século XVII.
O chefe da Capitania residia na ilha de Santiago, numa primeira fase na Ribeira Grande (ou Cidade Velha), e mais tarde (1779) na Vila da Praia de Santa Maria; e tinha sob a sua jurisdição (teórica) o capitão-mor de Cacheu e os capitães-cabos dos Presídios. Esta divisão perdurou de 1614 a 1879, data em que por Decreto de 18 de Março, foi instituído o Governo Autónomoda “Guiné”, ainda sem uma área definida de concreto, dado o desconhecimento do que constituía o interior. De jure a “Colónia da Guiné” surgiu em resultado do Acordo Luso-Francês de 12 de Maio de 1886. Deu-se deste modo a constituição de dois governos distintos: o de Cabo Verde e o da “Guiné”.
O arquipélago começou a ser povoado em 1462, embora com alguma lentidão, para vir a tomar vulto consoante se foi intensificando o tráfico de escravos, designadamente, e com carácter clandestino, para as Antilhas (Ilha de S. Domingos), e mais tarde para o Brasil.

Autor: António Carreira

Editor: Instituto Caboverdeano do Livro
Ano de edição: 1985