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UNINE


UNINE é uma menina muito bonita. Tão bonita que o Sol por ela se apaixona, perdidamente.

UNINE é mais um conto que traz à memória a ambivalência e tradições da ilha de Santo Antão. É uma reconstituição livre e desenvolvimento de um mote de conto, perdido no tempo, que agora se recupera. Nele, o belo se eleva para além das suas referências materiais para sublimar outros valores culturais ainda hoje vivos na tradição oral da ilha.

Autor: Leão Lopes

Editor: Embaixada de Portugal em Cabo Verde, Instituto Camões, Centro Cultural Português Praia-Mindelo
Colecção: Livros Infanto-Juvenis
Ano de edição: 1998

A ESTRELINHA TLIM TLIM


"Num certo lugar do Céu mora uma estrela muito bonita, como um candeeirinho que Deus aí pôs para iluminar aquele sítio". Assim começa o livro de Dina Salústio, A Estrelinha Tlim-Tlim, com magnificas ilustrações de Júlio Resende.

Editado pelo Instituto Camões-Centro Cultural Português da Praia, esta obra insere-se na colecção " Livros Infanto-Juvenis", que já publicou obras de LEÃO LOPES, LUÍSA QUEIRÓS, ORLANDA AMARILÍS e FÁTIMA BETTENCOURT.

Autora: Dina Salústio

Editor: Instituto Camões, Centro Cultural Português, Praia-Mindelo
Colecção: Livros Infanto-Juvenis
Ano de edição: 1998

ELAS CONTAM...


O livro “Elas Contam...” reúne 25 contos seleccionados, de 12 mulheres cabo-verdianas, que falam da vivência do arquipélago, sendo que o primeiro é de uma praiense, Maria Adelaide das Neves, do século XIX, extraído do Almanaque Luso – Brasileiro.
DINA SALÚSTIO, LEOPOLDINA BARRETO, MARIA ISABEL BARRENO, FÁTIMA BETTENCOURT, MARIA HELENA SPENCER, ADELAIDE NEVES, MARIA MARGARIDA MASCARENHAS, HAYDEIA AVELINE PIRES, ORLANDA AMARILIS, IVONE RAMOS, são entre outras, as autoras que fazem parte desse projecto iniciado em 2004.
Os contos são todos inéditos e de acordo com a organizadora, algumas das contistas não têm ainda obra publicada.

Autora: Ondina Ferreira (organizadora)

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Ano de edição: 2008

(fonte: IBNL)

CONTOS, CRÓNICAS E REPORTAGENS


"Maria Helena Spencer percebeu e descreveu com realismo e frontalidade, as condições de vida, a miséria material e humana, a emigração, e as suas contingências, o falalismo, a tristeza, a alegria e a solidariedade. Afinal, tudo aquilo que foma a idiossincrasia do Homem cabo-verdiano."
in Nota Prévia de "Maria Helena Spencer...."

ONDINA Maria Fonseca Rodrigues FERREIRA que também usa o pseudónimo CAMILA MONT’ROND nasceu no mar a bordo do paquete português "Guiné" em viagem de Mindelo para Lisboa a 17 de Agosto de 1946.
Licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, é Mestre em Ciências De Educação pela Universidade de Massachusets ,USA.. Foi membro de Governo (1991-1996) e Deputada da Nação e 1ª Vice-Presidente da Assembleia Nacional (1996-2001).Colaboradora e co-fundadora de Revistas e de Boletins de Ensaio e Crítica literário-cultural cabo-verdianos, destacando-se entre co-fundação e colaboração: "Voz di Letra", "Fragmentos", "Pretextos", "Magna", "Cultura" da qual foi directora, "Arquipélago", "Artiletra", "Farol", "Revista África-Literatura, Arte e Cultura".Também é colaboradora com artigos de opinião nos Jornais "Terra nova" e "Expresso das Ilhas".
Publicou "Amor na Ilha e Outras Paragens” seguido de “Ponto de Partida e outros contos" (fixão) Ed.Artiletra 2001, "Maria Helena Spencer - Contos,Crónicas e Reportagens" - IBNL 2005 e "Baltasar Lopes da Silva e a Música".
É Professora de Língua portuguesa e de Literaturas Portuguesa e Cabo-Vediana no Instituto Superior de Educação e membro da Associação de Escritores Cabo-verdianos (AEC) exercendo as funções de Presidente da Assembleia-Geral.
Tem no prelo "Elas Contam..." Colectânea de contos.

Autora: Maria Helena Spencer
Coordenação e Selecção: Ondina Ferreira

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Colecção: Documentos e reedições
Ano de edição: 2005

(fonte: Carlota de Barros)

EILEENÍSTICO


Contos e Crónicas

EILEEN ALMEIDA BARBOSA, nascida numa terça-feira de Carnaval, tem as suas raízes fincadas na ilha do Porto Grande e é a partir do Mindelo que emoldura a sua escrita. Aprendeu a gostar das letras ainda criança. No jardim-de-infância, ensaiava as suas primeiras palavras. Na escola primária e no Liceu, aprendeu a traduzir os desenhos em sinais datiloescritos e, inesperadamente, surgiram os seus primeiros contos e os seus primeiros poemas.

Com o livro Eileenístico, constituído por 48 belíssimos contos e crónicas, alguns embrulhados num aroma de sonhos floridos de uma menina da cidade, outros carregando a alma da cidade, a autora junta-se a um conjunto (ainda estreito) de vozes de jovens do pós‑independência. Em poucas palavras, ela apresenta-nos uma escrita cabo-verdianamente jovem e citadina.
Eurídice

Autora: Eileen Almeida Barbosa

Editor: Autora
Gráfica do Mindelo, Lda.
Ano de edição: 2007

(fonte: Eurídice Furtado Monteiro -
Blog: www.mulhercaboverdiana.blogspot.com)

AMOR NA ILHA E OUTRAS PARAGENS


"Pura manifestação de machismo crioulo! Queres ouvir uma coisa? Às vezes penso que a minha geração foi deveras interessante e com ela transportámos coisas bem castiças.
Os homens da Ilha quando ligavam com estrangeiras apenas se contava se eram bonitas, feias, simpáticas, antipáticas ou então se saloias, se finas."
In "Amor na Ilha e outras Paragens"

Autora: Camila Mont-Rond

Editor: Edições - Artiletra
Ano de edição: 2001

(fonte: Carlota de Barros)

MAR - CAMINHO ADUBADO DE ESPERANÇA


(Contos)

Chegar e partir foram, desde sempre, o selo da formação do povo cabo-verdiano.O homem cabo-verdiano que transporta uma cultura bem sedimentada, é frequentemente confrontado com culturas diferentes, sente que é diferente, mas não abre mão das suas marcas identitárias. Ainda assim tem conseguido o compromisso possível entre as duas realidades: a sua e a do outro.A gestão desse binómio produz fenómenos de adaptação muito curiosos e dignos de estudo para a compreensão da nação global que hoje somos. Com o saber adquirido através dos muitos esquemas de sobrevivência que vai inventando, o homem crioulo, na Diáspora, é portador de uma criatividade espantosa, o nosso emigrante vai misturando as duas vivências, procurando o equilíbrio possível entre elas até criar um espaço de respeito, valorização e reconhecimento.É dessa saga anónima que saem os contos desta colectânea que a autora dedica a todos os emigrantes cabo-verdianos espalhados pelas sete partidas.Os contos em número de dez (10) perfazem um total de 150 páginas A4. Variam entre 6 a 18 páginas em que a autora ficciona a realidade da vida dos emigrantes tanto nos países de acolhimento como na sua terra natal, realçando os temas do amor à terra, alguma desagregação familiar, o desejo do regresso, a participação no desenvolvimento. Passam ainda a ideia de que aos poucos o cabo-verdiano vai-se habituando a realizar os seus sonhos na sua própria terra sem necessariamente ter que partir. Aprofunda todavia a ligação ao torrão natal para a grande maioria cuja vida tem raízes seguras nos países de acolhimento.Resumindo, estas histórias fundamentam-se no pressuposto de que a Nação Cabo-verdiana transborda das ilhas e se existe nestas pedras algo eterno que conforta a alma cabo-verdiana, nos emociona e nos projecta como homens e mulheres, então no coração simbólico das Ilhas há lugar para todos.

Autora: Fátima Bettencourt

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Ano de edição: 2008

(fonte: blog FÁTIMA BETTENCOURT )