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RABIDANTES


Comércio Espontâneo Transnacional em Cabo Verde

Rabidante (porque se mexe) é o agente de um tipo de comércio que a ciência económica trata displicentemente por "informal". E, no entanto, em Cabo Verde, este tipo de actividade constitui um eixo importante dos movimentos económicos e culturais transnacionais que perpassam este país insular de migrantes e que o ligam ao mundo. Formam-se, assim, redes em que os homens, mas sobretudo mulheres, exploram as margens por vezes silenciadas das hegemonias económicas e culturais que integram o nosso mundo globalizado de hoje. Neste inovador estudo, Marzia Grassi abre uma fascinante janela para as vidas destas pessoas tantas vezes esquecidas por quem olha para a economia à distância. Assim, a autora permite-nos compreender melhor o que é Cabo Verde e quais as condições de vida dos cabo-verdianos, mas também como estes participam das redes comerciais globalizadas em que todos estamos inseridos em Lisboa, Amesterdão, Rio de Janeiro e Boston tanto quanto na Cidade da Praia. (João de Pina Cabral).

Autora: Marzia Grassi

Editor: ICS - Imprensa de Ciências Sociais
Colecção: Geral
Ano de edição: 2003

(fonte: ICS - Imprensa de Ciências Sociais)

GÉNERO E MIGRAÇÕES CABO-VERDIANAS


Nesta colectânea, o eixo que sustenta o género como categoria de analise das migrações cabo-verdianas a desdobrado nas suas implicações políticas, sociais, económicas, psicológicas e históricas, e é considerado uma pedra fundamental nos estudos sobre a migração e a sociedade cabo-verdiana. A inserção da problemática do género no estudo desta migração constitui um elemento importante na compreensão das lutas simbólicas que os diferentes participantes da experiência migratória empreendem para estabelecer o monopólio do tipo de capital que o campo migratório produz. Ao referirem as experiências específicas de homens e mulheres migrantes, e os reflexos da sua migração, os autores analisam aspectos importantes das dinâmicas que marcam as suas posições sociais no tempo e no espaço. Este ultimo a considerado um lugar complexo que reflecte os percursos migratórios, quer nos países de destino dos migrantes, quer em Cabo Verde, país de origem.

MARZIA GRASSI, Economista do desenvolvimento. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

IOLANDA ÉVORA, Psicóloga social. Centro de Estudos sobre Africa e do Desenvolvimento do Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa.

Autoras: Marzia Grassi; Iolanda Évora (organizadoras)

Editor: Imprensa de Ciências Sociais
Colecção: Estudos e Investigações
Ano de edição: 2007

CABO VERDE NA ROTA DOS NAUFRÁGIOS


EMANUEL CHARLES D’OLIVEIRA nasceu na cidade capital do Senegal, situada na quase ilha do Cabo Verde, cabo que era e ainda é verde, contrariamente às ilhas a que deu o nome que de verde só o nome têm ou que só o são quando chove.
Nela porém, apenas fez o ensino primário, tendo feito a escola secundária na Praia e os estudos superiores nas cidades de Moscovo e Porto. Na primeira, licenciou-se em Cultura Física e Desporto, tendo ainda obtido um mestrado em Ciências Pedagógicas, nessa mesma grande cidade capital da Rússia. Na segunda, obteve também um mestrado em Ciência do Desporto.
No entanto, a sua costela inquieta ou os seus propósitos e ambições profissionais levaram-no a também frequentar cursos de mergulho comercial e recreativo nos EUA, com percurso pela Florida, New Jersey e Massachusetts, detalhe biográfico que faz sentido para quem, como ele, já se formara em Moscovo, como treinador de natação. Em Cabo Verde, dirigiu o Departamento do Desporto da AAC-CV, foi professor de Educação Física, Director Geral do Desporto, fiscal do Governo no projecto de pesquisa arqueológica “Arqueonautas”, exercendo, de novo, na hora presente, a profissão de professor de Educação Física.
Activista desportivo, tem por hábito e gosto envolver-se em projectos da área em que se formou, com gosto acentuado pelo mergulho e actividades marítimas, conexas.
Falta dizer, e é por aqui que devia ter começado esta notícia biográfica, que nasceu no ano de graça de mil novecentos e cinquenta e oito, estando pois na faixa etária pós-balzaquiana dos que ainda não atingiram meio século de idade.
Espírito curioso, indagativo e rigoroso, pendor natural e/ou adquirido que se manifestou com pertinência enquanto fiscal do Governo, como tive a ocasião de constatar na qualidade de presidente do INAC, organismo estatal responsável pelo património cultural, Emanuel T. Charles estava quase fadado, após a sua passagem por “Arqueonautas”, a escrever esta obra pioneira e rica de interesse histórico-cultural, como se pode constatar, mesmo numa leitura em diagonal, não obstante as suas experiências profissionais básicas não se situarem nas áreas da história ou das letras, sendo talvez esta uma das razões que explicam o estilo tão particular desta historia trágico-marítima, numa língua enxuta, informativa e reduzida ao essencial e que, sem flores de retórica nem arabescos exóticos consegue no entanto transmitir com vivido colorido os ambientes, as peripécias e os dramas por que passaram os actores destas aventuras pelos mares que percorreram sendo o das ilhas de Cabo Verde o do seu derradeiro e funesto término.
Mário A. Fonseca

Autor: Emanuel Charles D’Oliveira
Prefácio: António Correia e Silva

Patrocínio: CAIXA ECONOMICA DE CABO VERDE

REFLEXÕES SOBRE A PESCA EM CABO VERDE


Esta brochura reúne o conjunto dos textos apresentados no I Encontro Nacional das Pescas, realizado por iniciativa da Secretaria de Estado das Pescas de Cabo Verde em Fevereiro de 1985, o qual contou com o apoio da FAO.
Como o Encontro, ela situa-se num momento de balanço de 10 anos de independência, e de preparação do próximo Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) em que o desenvolvimento das pescas constitui uma prioridade. A difusão para um público não especializado (ou para um largo público) visa principalmente permitir a todos que se interessam pelo desenvolvimento de Cabo Verde, poder melhor conhecer e avaliar a importância das pescas.

Editor: Secretaria de Estado das Pescas
Ano de edição: 1985
Patrocínio: FAO (Org. das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura)

(fonte: BMOeiras)

UNIVERSIDADE E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NOS PEQUENOS ESTADOS EM DESENVOLVIMENTO : O CASO DE CABO VERDE


Tese de doutoramento - Ciências de Educação. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa, 2006. Contém índices e referências bibliográficas.

Autor: André Corsino Tolentino

Editor: Fundação Calouste Gulbenkian
Colecção: Estudos Africanos
Ano de edição: 2007

(fonte: Fundação Calouste Gulbenkian)

ILHA DA BOA VISTA – CABO VERDE


Aspectos históricos, sociais, ecológicos e económicos.
Tentativa de análise.


A ilha mais oriental de Cabo Verde, Boa Vista, possui uma história cheia de acontecimentos e fatalidades. Com efeito, no passado, a ilha, que foi mais verde, sofre hoje da conhecida problemática “saheliana” do continente africano que se caracteriza por longos períodos de seca e pelos problemas da desertificação, erosão e emigração das populações.
No decorrer da sua história que, tanto do ponto de vista político como económico, foi consideravelmente determinada pelo estrangeiro, a ilha conheceu momentos altos como importante centro de comércio das rotas marítimas internacionais, alternados com tempos de crise em que a fome e a miséria devastavam a população. A sinuosa via do desenvolvimento reflecte-se hoje na ideologia do povo da Boa Vista, ma também a cada passo nos vestígios do passado da Ilha, que constituem testemunhos notórios de tempos florescentes, cujos frutos eram recolhidos por um punhado de mercadores e negociantes privilegiados, enquanto que este, à esmagadora maioria do povo só deixavam as migalhas.

Autor: Josef E. Kasper

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro
Colecção: “Estudos e Ensaios"
Ano de edição: 1987
Patrocínio: SWISSAID, Fundação Suiça da Cooperação para o Desenvolvimento, no quadro do Projecto Integrado do Desenvolvimento da Boa Vista (PID-BV / CABO VERDE).

(fonte: BMOeiras)

CABO VERDE - PEQUENA MONOGRAFIA


Agência-Geral do Ultramar

Ano de edição: 1966 (2ª)

(fonte: BMOeiras)

SANTIAGO DE CABO VERDE


A Terra e os Homens

Numa recensão da última tese de doutoramento em Geografia pode ler-se: “É a quarta ilha do Atlântico cuja monografia nos é oferecida pela escola geográfica portuguesa” (DAVEAU, 54). Trata-se do estudo de Francisco TENREIRO, “A Ilha de S. Tomé” (1961), precedido dos livros de Orlando RIBEIRO, “L’île de Madère” (1949) e a “Ilha do Fogo e as Suas Erupções” (1954), e de Raquel SOEIRO DE BRITO, “A Ilha de São Miguel” (1955). Como é natural, dada a afinidade do assunto, foi a monografia de Orlando RIBEIRO a que mais tive presente ao elaborar este trabalho.
Que Santiago não desmereça o lugar que vai ocupar na linha de estudos apontada e que possa, ao lado do Fogo, servir o arquipélago de Cabo Verde e trazer elementos que ajudem a solução de alguns dos seus problemas.

Autor: Ilídio do Amaral

Editor: Junta de Investigações do Ultramar
Colecção: Memórias da Junta de Investigações do Ultramar
Ano de edição: 1964

(fonte: BMOeiras)

PROBLEMAS DA ILHA DE S. NICOLAU (CABO VERDE)


Estudos, Ensaios e Documentos 101

O trabalho que se apresenta contém ideias que a leitura e, sobretudo, o contacto de uns meses com Cabo Verde, nomeadamente S. Nicolau, nos sugeriram. É o resultado de leituras, meditações, conversas, discussões, e deve ser tomado como uma tentativa no sentido de esclarecer pontos de vista e de contribuir para o fomento da Província.
Procurou-se analisar as condições de vida dos habitantes de S. Nicolau, os meios de que dispõem e que utilizam e as possibilidades potenciais que se lhe oferecem.
A resultante não se nos mostra prometedora nem de maneira a suscitar esperanças. A população – a única riqueza da ilha – não encontra condições satisfatórias de existência nem de ocupação.
O ritmo do aumento populacional obriga a pensar em novas ocupações. Se estas não surgirem imediatamente, há que dar emprego, fora do arquipélago, à população sobrante, defendendo-a material e moralmente.

Autor: Mateus Nunes

Editor: Junta de Investigações de Ultramar
Ano de edição: 1962

ALGUNS ASPECTOS DO PROBLEMA DA MODIFICAÇÃO DAS NUVENS PELO HOMEM


Chuva provocada e luta antigranizo
(Relatório de estágio)

Tendo tido a honra de ser premiado no concurso para investigadores no Ultramar, aberto pela Junta das Missões Geográficas e de Investigações do Ultramar em Maio de 1951, com o trabalho intitulado As Crises de Cabo Verde e a Chuva Artificial, coube-me escolher o país onde iria aperfeiçoar os meus conhecimentos sobre o problema da chuva artificial e de física de nuvens. Escolhi a França….
As experiências de René Eyraud e os trabalhos da Associação de Estudos de Meios de Luta contra os Flagelos Naturais são mais que suficientes para nos animarem a realizar experiências de chuva artificial em Cabo Verde, com o fim de investigar em que medida poderemos influenciar a pluviosidade média das Ilhas e minorar os sofrimentos da sua população.

Autor: H. Duarte Fonseca

Editor: Ministério do Ultramar – Junta de Investigações do Ultramar
Ano de edição: 1954