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ANTOLOGIA TEMÁTICA DE POESIA AFRICANA 1


NA NOITE GRÁVIDA DE PUNHAIS

Cabo Verde / São Tomé e Príncipe
Guiné / Angola / Moçambique


A poesia africana de escrita portuguesa e crioula, sob o condicionamento da dominação colonialista, articula-se intimamente ao movimento de libertação nacional. Ela ritma o longo combate: negar a negação e realizar a emergência histórica dos povos. Utilizando o privilégio de serem investidos do verbo, os poetas da noite grávida de punhais exprimiram, até às suas derradeiras consequências, os sentimentos informulados que agitavam as massas, dominaram os elementos culturais de afirmação nacional através do grito, do canto e do apelo.
Autor de vários ensaios de carácter político e literário, Mário de Andrade, actualizando as suas obras anteriores, apresenta-nos o primeiro tomo de uma antologia de poesia africana que privilegia os temas, mas considera também as particularidades geográficas e a ordem cronológica.

Autor: Mário de Andrade

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro
Ano de edição: 1980 (3ª)

(fonte: Bibliotecas Municipais de Lisboa – Palácio Galveias)

A DEMOCRACIA EM CABO VERDE


Ensaio

"Em alguns dos textos do presente trabalho, defendemos, umas vezes directamente, outras por dedução lógica, que a cultura cabo-verdiana representa um caso de mestiçagem altamente particularizante. Ao fazê-lo centramos a nossa análise no influência marcante dos apports da civilização ocidental nas terras e gentes de Cabo Verde e que vêm contribuindo, progressivamente, para subalternizar o regionalismo africano, que é conferido ao arquipélago tanto pela geografia, como pelas subjacências culturais originárias. Cabo Verde é um caso de regionalismo africano que, feliz ou infelizmente, tende a sê-lo cada vez menos, na medida em que a sua dinâmica política e sociocultural se torna cada vez mais dependente e tributária dos valores da civilização ocidental, tanto os que são importados e incorporados diariamente, como aqueles que estão inscritos no código genético da usa existência como entidade humana."

ONÉSIMO SILVEIRA nasceu em 1935, em São Vicente, Cabo Verde. Conclui o doutoramento em Ciências políticas, na Universidade de Uppsala (Suécia), em 1976, ano em que começou a trabalhar na Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, na UNSO.
Em 1977, transitou para o UNHCR, com estatuto de diplomata, onde permaneceu até Dezembro de 1990. Nessa Agência trabalhou como Representante na Somália, em Angola e em Moçambique.
Em 1992, tornou-se o primeiro Presidente eleito na Câmara Municipal de São Vicente, permanecendo no cargo até 2001.
Em 2002, suspendeu o seu mandato de deputado à Assembleia Nacional de Cabo Verde e aceitou a sua nomeação para Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Cabo Verde em Portugal, Israel, Espanha e Marrocos. Tem inúmeros trabalhos publicados no campo da literatura (novela, poesia e romance) e do ensaio (política, sociologia e antropologia). Traduziu diversas obras de que se destacam as “Obras Completas de Mão Tsé Tung” em colaboração com Gentil Viana. Colabora regularmente com artigos de opinião e revistas de Cabo Verde, Portugal, França, Suécia e Noruega.

Autor: Onésimo Silveira
Fotografia da Capa: Homem Cardoso

Editor: Edições Colibri
Ano de edição: 2005

(fonte: IBNL)