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NO REINO DE CALIBAN


Antologia panorâmica da Poesia africana de expressão portuguesa I
Cabo Verde e Guiné-Bissau

Raras vezes um autor e uma obra terão estado desde o início e por definição destinados a tão íntima e lógica associação como, neste caso, Manuel Ferreira e No reino de Caliban.
Autor desde sempre profunda e exemplarmente vinculado ao estudo e divulgação da problemática cultural africana de expressão portuguesa; ele próprio favorecido por uma vivência pessoal africana de doze anos, responsável por algumas das melhores páginas da novelística cabo-verdiana (Hora di Bai, Terra trazida, Voz de prisão, aos quais haverá que acrescer o ensaio A aventura crioula), acreditamos não ser talvez errado, e muito menos audacioso, avançar que em Portugal e hoje, somente Manuel Ferreira seria capaz de cumprir a tarefa de organizar e apresentar um instrumento de cultura como este No reino de Caliban: Não será por acaso ter sido o autor, depois de 25 de Abril, convidado para reger, na Faculdade de letras de Lisboa, a recém criada disciplina de literatura africana de expressão portuguesa.
O que significa dizer que, cinco anos de trabalho, representam assim um sem número de dificuldades, decorrentes tanto da metodização e da responsabilidade inerentes à representação nominal, como da necessidade de reunir todos os autores que contribuem para a construção da poesia africana de língua portuguesa.
Carlos Monteiro dos Santos

Autores cabo-verdianos mencionados:

JORGE BARBOSA / MANUEL LOPES / OSVALDO ALCÂNTARA / PEDRO CORSINO AZEVEDO / ANTÓNIO NUNES / ARNALDO FRANÇA / GUILHERME ROCHETEAU / NUNO DE MIRANDA / TOMAZ MARTINS / AGUINALDO FONSECA / GABRIEL MARIANO / OVÍDIO MARTINS / ONÉSIMO SILVEIRA / TERÊNCIO ANAHORY / YOLANDA MORAZZO / CORSINO FORTES / ARMÉNIO VIEIRA / JORGE MIRANDA ALFAMA / MÁRIO FONSECA / OSWALDO OSÓRIO / ROLANDO VERA-CRUZ / JORGE PEDRO BARBOSA / VIRGÍLIO PIRES / ARMANDO LIMA JR. / DANTE MARIAO / SUKRATO / TACALHE / ANTÓNIO MENDES CARDOSO / DANIEL FILIPE / JOÃO VÁRIO / LUÍS ROMANO / TEOBALDO VIRGÍNIO / EUGÉNIO TAVARES / PEDRO CARDOSO / SÉRGIO FRUSONI / ARTUR VIEIRA.

Autor: Manuel Ferreira – Organização, selecção, prefácio e notas

Editor: Seara Nova
Ano de edição: 1975

(fonte: BMLx - Camões)

CLARIDOSOS


Antologia da Ficção-Caboverdiana
Vol. II

ANTÓNIO AURÉLIO GONÇALVES
BALTAZAR LOPES
EUCLIDES DE MENEZES
FRANCISCO LOPES DA SILVA
GABRIEL MARIANO
HENRIQUE TEIXEIRA DE SOUSA
LUÍS ROMANO
MANUEL LOPES
NUNO DE MIRANDA
ONÉSIMO SILVEIRA
ORLANDA AMARÍLIS
PEDRO DUARTE
TEOBALDO VIRGÍNIO
VIRGÍLIO PIRES

No início dos anos 30 do século XX, os escritores Baltasar Lopes, Jorge Barbosa e Manuel Lopes, respondendo às “preocupações longamente alimentadas pelo grupo”, criaram o movimento cultural Claridade, publicando, em Março de 1936, o primeiro número da revista, melhor, do órgão de cultura com o mesmo nome.
A eles se juntaram outros intelectuais: os números quatro e cinco da revista registam, respectivamente, as primeira colaborações de António Aurélio Gonçalves e Henrique Teixeira de Sousa, os quais se viriam a afirmar como dos mais conseguidos ficcionistas cabo-verdianos.
Ao Movimento se emparceiraram outros ficcionistas: Nuno de Miranda, Euclides de Menezes, Luís Romano, Orlanda Amarilis, Pedro Duarte, Teobaldo Virgílio, Gabriel Mariano, Francisco Lopes da Silva, Onésimo Silveira e Virgílio Pires, que figuram nesta antologia. Tanto a ficção como a poesia e o ensaio encontram um lugar de destaque na revista Claridade. O maior acontecimento de todos os tempos na vida literária e cultural de Cabo Verde, que foi o aparecimento da revista, justificou que, no ciclo das comemorações do seu cinquentenário, se tenha tomado a iniciativa de reeditar os seus nove números fac-similados, com depoimentos dos seus fundadores então sobrevivos, Baltasar Lopes e Manuel Lopes, e com o judicioso prefácio, “O fulgor e a esperança de uma nova idade”, do saudoso Professor Manuel Ferreira.
As edições dos números publicados de Claridade constituem, hoje, verdadeira preciosidade e, dado interesse que despertou a sua reedição fac-similada, ela logo se esgotou, o que constitui razão suplementar para a publicação desta colectânea.

Autor: Dulce Almada Duarte e Jorge Miranda Alfama - Organização e apresentação

Editor: AEC – Editora
Ano de edição: 2001
Patrocínio: FAIC – Fundo Autónomo para Iniciativas Culturais

CLARIDADE


Revista de Arte e Letras

O Instituto Caboverdiano do Livro, ao tomar a inicitiva de comemorar o cinquentenário do aparecimento da revista Claridade reeditando os seus nove números, pretende, a par de uma merecida homenagem a todos os que nela colaboraram, chamar a atenção para o alto significado desse movimento que, mau grado o tempo em que surgiu e se desenvolveu, assumiu a consciência literário-cultural caboverdiana. Definindo o Homem como forma priviligiada de comunicação, valorizando uma criação baseada na busca do conhecimento das raízes e do processo da formação social de Cabo Verde, praticando uma intransigência perante falsos valores, as representações carentes de autenticidade e as glórias fáceis, abrindo perspectivas a novos percursos, Claridade assumiu, de facto, uma posição ímpar e decisiva na história da literatura caboverdiana.

Com esta iniciativa, o Instituto Caboverdiano do Livro pretende também propiciar aos homens de cultura, aos caboverdianos espalhados pelo mundo e às novas gerações uma obra de consulta e a oportunidade de encarar´com justiça o que Claridade foi no seu tempo e o que Claridade continua a ser hoje, enquanto verdadeira “proclamação de independência” literária de Cabo Verde.
Jorge Miranda Alfama, Presidente do ICL

Depoimentos de Baltasar Lopes e Manuel Lopes
Prefácio: Manuel Ferreira

Editor: ALAC – África, Literatura, Arte e Cultura; Instituto Caboverdiano do Livro
Ano de edição: 1986

JORGE BARBOSA - POESIA INÉDITA E DISPERSA


Os inéditos de Jorge Barbosa

A recolha destes poemas de Jorge Barbosa constitui um trabalho que venho a perseguir, numa procura exaustiva, desde 84, por altura da preparação da minha tese de Mestrado em Literaturas Africanas que teve como tema As máscaras poéticas de Jorge Barbosa e a mundividência cabo-verdiana. Esta tese foi publicada, em 89, pela Editorial Caminho e nela já fazia referência a muitos destes poemas e analisava-os dentro do âmbito das vias de que me propunha tratar. Daí que, no meu prefácio, algumas considerações estão próximas das que referi anteriormente no meu livro, remetendo o leitor para essa reflexão mais aprofundada que não é possível num prefácio de dez páginas.
A publicação desta poética inédita de Jorge Barbosa deve-se ao Professor Manuel Ferreira, desde sempre ligado a este projecto, pois, sendo então professor da Faculdade de Letras e dirigindo os Mestrados das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, foi meu orientador da tese. Por isso, é-me particularmente grato que tivesse sido ele o Editor, através das suas Edições ALAC, que tantas obras dentro desta área tem trazido à luz dos nossos dias, algumas esquecidas, outras esgiotadas, mas todas de grande interesse para os estudos africanos.
Hoje desaparecido, mas em nós sempre presente, elevo um pensamento de muita gratidão, saudade e respeito por tudo aquilo que representou para os estudos africanos e seus investigadores e, particularmente, pelo entusiasmo com que se empenhou napublicação desta obra no sentido do enriquecimento do património cabo-verdiano.
Projecto que foi concretizado por sua mulher, a escritora Orlanda Amarílis, a quem se reiteram os agradecimentos.
...

Autor: Elsa Rodrigues dos Santos -
- Organização, recolha, prefácio e notas
Desenhos: Torres Silva

Editor: Edições ALAC - África, Literatura, Arte e Cultura
Colecção: "Para a História das Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa"
Ano de edição: 1993
Patrocínio: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro

(fonte: B.M. Oeiras)

JORGE BARBOSA


Poesias 1

Figura percursora e das mais prestigiadas da moderna poesia cabo-verdiana, Jorge Barbosa é, historicamente, o anunciador, com a publicação de Arquipélago em 1935, da viragem para os problemas da terra assumida pelo movimento literário aparecido em 1936 - Claridade -, que revolucionou de maneira impar e exemplar toda a nossa literatura - de tal modo que ainda hoje sua voz modificada pelo fluir do tempo e a passagem das gerações se detecta na produção mais recente.
Com a publicação das suas obras completas que ora inicia com este primeiro volume, que inclui as três coletâneas de poesia dadas à estampa ainda em vida do Poeta - Arquipélago, Ambiente e Caderno de um ilhéu -, põe-se à disposição de estudiosos, alunos e grande público parte da sua produção poética mais conhecida e há muito esgotada.
Outros, reunindo inéditos e poemas dispersos por revistas e jornais, se eguirão com o objectivo de proporcionar o conhecimento da obra barbosiana no seu conjunto como teste munho estético-cultural de inestimável interesse, de uma época fundamental na história da literatura cabo-verdiana.

Autor: Jorge Barbosa

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro e do Disco
Colecção: Poesia

AS MÁSCARAS POÉTICAS DE JORGE BARBOSA E A MUNDIVIDÊNCIA CABO-VERDIANA


Ao primeiro impacte de leitura o que chama a atenção nos poemas de Jorge Barbosa é a simplicidade estilística, a transparência formal, um como que intencional despojamento de atavios na busca de imediata aderência da expressão ao conteúdo.
Na ilusória “falta de originalidade”, ligada a suposta intenção alienatória, que parece ter desgostado alguns jovens zoilos locais, ingenuamente idealistas, da década de 60, julgo descortinar, ao invés, a expressão flagrante da sua real originalidade. (As ondas e as espumas de das modas não lograram deformar ou erosinar a limpidez, a verdade poética que inspirou esse claridoso da primeira hora – as ondas foram de imediato levadas pelas marés, as espumas pelos ventos, mas o granito (o conteúdo ou a intenção) permaneceu intacto na sua perene nudez e pureza original.)

Elsa Rodrigues dos Santos soube abordar o Poeta na sua essência humana e filosófica denunciando, através da desmontagem dos múltiplos aspectos do discurso poético, toda a complexa realidade que se disfarça para lá do que nele não passa de enganadora aparência.
Esta apaixonante dissertação deixa-nos a convicção de que a obra do autor do Caderno de Um Ilhéu, revelando toda a sua autenticidade, impõe-se como um verdadeiro tratado poético da geografia humana de Cabo Verde. É que estas Máscaras Poéticas conduzem-nos à melhor informação do perfil literário do poeta no seu justo significado humano, social e sentimental; razão por que as considero um guia indispensável para quem queira realmente compreender e sentir em plenitude a obra deste notável poeta cabo-verdiano, meu saudoso amigo.
Manuel Lopes

Autor: Elsa Rodrigues dos Santos
Prefácio: Manuel Ferreira

Editor: Editorial Caminho
Ano de edição: 1989
ISBN: 972-210-422-5

OBRA POÉTICA DE JORGE BARBOSA


Escritores dos Países de Língua Portuguesa

JORGE BARBOSA é considerado um dos mais importantes poetas, senão o maior, da literatura caboverdiana. É uma das figuras centrais do movimento claridoso, cujo órgão de expressão foi a revista Claridade, conjuntamente com os escritores Baltazar Lopes, Manuel Lopes e Aurélio Gonçalves.

A sua obra poética foi reunida na totalidade nesta edição, que abarca os seus três livros Arquipélago, Ambiente e Caderno de um Ilhéu, publicados respectivamente em 1935, 1941 e 1956, bem como três colectâneas inéditas, intituladas Expectativa, Romanceiro dos Pescadores e Outros Poemas, e poemas dispersos, alguns dos quais escritos em crioulo.

Prefácio: Elsa Rodrigues dos Santos
Colaboração: Arnaldo França

Editor: Imprensa Nacional - Casa da Moeda
Ano de edição: 2002

(fonte: Ernestina Santos)