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CANTIGAS DE TRABALHO


Tradições orais de Cabo Verde

Cantigas agrícolas
Cantigas marítimas


Este pequeno trabalho é o resultado de uma proposta que o autor submeteu à Sub-Comissão para a Cultura da Comissão Nacional para as Comemorações do 5º Aniversário da Independência de Cabo Verde, presidida pelo Camarada Primeiro-Ministro, que, de entre as áreas gerais de actividades programadas, à área cultural imprimiu significativo relevo. É nesse âmbito que hoje se publicam estas CANTIGAS DE TRABALHO - 1º volume de uma colecção – “Tradições Orais de Cabo Verde” – que pretende a recuperação do património cultural no domínio das tradições orais, devendo os volumes que se lhe seguirem estudar, ou pelo menos apresentar, outros géneros de literatura oral conservados pela tradição.

Autor: Oswaldo Osório

Editor: Comissão Nacional para as Comemorações do 5º Aniversário da Independência de Cabo Verde – Sub-Comissão para a Cultura
Colecção: Tradições orais de Cabo Verde
Ano de edição: 1980

(fonte: BMOeiras – Algés)

BALTASAR LOPES DA SILVA E A MÚSICA


"Ora bem, da sua faceta de amante da música, sabe-se que Baltasar Lopes tocava alguns instrumentos de corda com destaque para o violino. Igualmente na sua abrangente e profunda actividade de escrita e ensaística, não raro, Baltasar Lopes traz a música implicada no seu texto, ora de forma explícita, ora disseminada entre concepções que ele formulou e nas quais acreditou estarem conformadas às características artísticas que identificam o cabo-verdiano."
In "Baltasar Lopes da Silva e a Música"

Autora: Ondina Ferreira

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Colecção: Artes e Letras
Ano de edição: 2006

(fonte: Carlota de Barros)

BANA: UMA VIDA A CANTAR CABO VERDE


A diáspora tem muitas figuras brilhantes, todavia “Bana só há um!” - como se escuta em Cabo Verde.

É sem dúvida um dos mais exactos diapositivos da autenticidade crioula. Cada morna, para si, é um distinto de sentimentos, qual heterónimo variante das múltiplas fisionomias mestiças.

É o testemunho de uma época, do S. Vicente de "nôs tempe" e é inegável que por detrás do esforço do sorriso, se descortina a intenção de camuflar a saudade.

Autora: Raquel Ochoa

Editor: Editora Planeta Vivo
Ano de edição: 2008

(fonte: Editora Planeta Vivo )

O TEMPO DE B.LÉZA


Documentos e Memórias

B.Léza, um dos mais célebres compositores cabo-verdianos, só no poeta e também compositor Eugénio Tavares tem um equivalente em celebridade e permanência na memória colectiva cabo-verdiana. Como Eugénio, B.Léza “viveu de sua arte”, afirmou Baltasar Lopes da Silva ao microfone da Rádio Barlavento, por ocasião da morte do compositor.


Autora: Gláucia Nogueira

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Colecção: Estudos e Pesquisas
Ano de edição: 2005

NOTÍCIAS QUE FAZEM HISTÓRIA – A MÚSICA DE CABO VERDE PELA IMPRENSA AO LONGO DO SÉC. XX


O livro Notícias que Fazem a História - A música de Cabo Verde pela Imprensa ao longo do séc. XX, mostra aspectos da vida musical e cultural de Cabo Verde permitindo ao leitor percorrer diferentes temas e momentos, conhecer histórias, personagens, mentalidades, enfim, a evolução da vida cultural cabo-verdiana ao longo do século XX, chegando à primeira década do século XXI.
Resulta de pesquisa documental e de entrevistas realizadas pela autora ao longo de vários anos, seja no contexto da sua actividade profissional, ligada ao jornalismo cultural, seja no âmbito do seu projecto – que já leva uma década – de investigação sobre personagens da música cabo-verdiana.
Trata-se de uma colectânea de textos inéditos e outros adaptados, em alguns casos actualizados, da sua publicação original, que ocorreu entre 2002 e 2006, em órgãos de comunicação impressos e online.

GLÁUCIA NOGUEIRA, brasileira, jornalista, vive em Cabo Verde desde 2002. Foi em Lisboa, nos anos 90, que teve os seus primeiros contactos com a cultura e as gentes de Cabo Verde, na altura colaborando no “Novo Jornal Cabo Verde”.
A partir de meados da década de 90 inicia, valendo-se das ferramentas da sua profissão, uma investigação em profundidade e sistemática sobre a música cabo-verdiana, ao mesmo tempo que inicia os seus estudos na área da Antropologia.
Autora também de O Tempo de B.Leza – Documentos e Memórias (Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia, 2005) sobre a vida e obra do maior compositor cabo-verdiano de sempre.

Autora: Gláucia Nogueira

Ano de edição: 2007
Patrocínio: SEGURADORA GARANTIA

ASPECTOS POLÍTICO-SOCIAIS NA MÚSICA DE CABO VERDE DO SÉCULO XX


“Estamos perante um trabalho de cunho originalíssimo e que vale a pena ser lido.
(…) Alveno Óscar Pereira Figueiredo e Silva, num rasgo feliz de intuição, demonstra tacitamente que as nossas ilhas estão sempre presentes no palco da universalidade dos factos que tecem a história da humanidade, ainda muito antes do fenómeno formal da globalização.
Isso significa que, de há século, que afinal estamos globalizando e sendo globalizados, sem que pouquíssimos porventura hajam dado por tal.
(…) Talvez, no entanto, possamos afirmar que o cabo-verdiano, por ser ilhéu e situado na encruzilhada das rotas mais dinâmicas do planeta e não por dispor de suficientes recursos naturais disponível, haja sido o produto de uma incomparável hipertrofia, de que Alveno nos dá conta no livro que ora nos traz a lume. Por estar maioritáriamente diasporizadas, pelas quatro partidas do mundo, a nação cabo-verdiana transborda, de modo impressionante e mesmo incrível, o reduzido espaço territorial do arquipélago da sua própria gesta.
Daí a vocação universalista ou planetária da sua própria vivência, embora limitada pelo horizonte que o poeta Jorge Barbosa alega que nos limita sonhos e sufoca desejos, que, no entanto, a música liberta, num fenómeno quiçá único no planeta.
E a obra de Alveno é a evidenciação cristalina desse axioma, que, por o ser, não carece de qualquer processo de demonstração teoremática.”
Francisco St. Aubyn Mascarenhas

ALVENO ÓSCAR PEREIRA FIGUEIREDO E SILVA, nasceu na cidade da Praia, ilha de S. Tiago, a 8 de Agosto de 1996.
A infância e adolescência passou-se na ilha do sal, onde o pai trabalhou como funcionário das Alfândegas. Ainda jovem, entrou para a “Retransmissora do Sal”, onde tomou primeiro contacto com a comunicação social. Pouco tempo depois, em S. Vicente, passou a animar eventos culturais. Em 1987, ingressou como jornalista – apresentador na então TVEC que seria mais tarde transformada em TNCV (Televisão experimental / Nacional de Cabo Verde). É também autor de vários documentários sobre a música e história de Cabo Verde. Representou a televisão de Cabo Verde no Festival Prix Futura de Berlim, na Alemanha 1991. Na Holanda, foi coordenador das emissões da Rádio Voz de Cabo Verde – 1995.
Continua ligado à televisão estatal.

Autor: Alveno Figueiredo e Silva

Editor: Centro Cultural Português – Praia-Mindelo
Colecção: “História da Música em Cabo Verde”
Ano de edição: 2003

(Para consulta: Fonoteca Municipal de Lisboa )

CESÁRIA ÉVORA


Biografia Autorizada

“Chamam-me a embaixatriz da música de Cabo Verde e da música africana, rainha das mornas, diva dos pés descalços. Também já me chamaram “grogue velho” e “vinho do Porto”. Dizem que é por cantar cada vez melhor. Deve ser por isso que em França escrevem que eu lembro a Edith Piaf, em Portugal já me perguntaram se eu me considerava a Amália Rodrigues de Cabo Verde, os que gostam de jazz sempre falam de Billie Holiday, e até já me mostraram um jornal onde estava escrito que eu era a “Bessie Smith dos Trópicos”.”

JOSÉ MANUEL SIMÕES é licenciado em Jornalismo Internacional, professor de Fotojornalismo na Escola Superior de Jornalismo do Porto e jornalista da secção de cultura e espectáculos de Jornal de Notícias.

Autor: José Manuel Simões
Fotografias de José Simões e Jacek

Editor: Francisco Lyon de Castro – Publicações Europa-América
Colecção: Platina
Ano de edição: 1997

(Para consulta: Fonoteca Municipal de Lisboa e BLx – Palácio Galveias)

ILDO LOBO


A Voz Crioula

Impressionava… a sua humildade, apesar da consciência do lugar que lhe cabia no panorama da música cabo-verdiana…. A justificação que ele dava para essa disponibilidade é que ele se achava um cantador e não um cantor, distinção que ele nunca esclarecia mas que arrisco a traduzir como de alguém que, para além do gosto, sentia a missão de cantar para o seu povo.
As boas qualidades humanas terão servido para ampliar, ainda mais a simpatia do povo cabo-verdiano, que, pela certa, se sentirá orgulhoso e grato por esse ilustre filho da terra que muito contribuiu para o seu engrandecimento. A impressionante multidão de gente conhecida e anónima que se juntou para o acompanhar à última morada e as muitas homenagens que se lhe vem prestando desde o seu desaparecimento físico, são prova disso mesmo.
Adalberto Silva (Betú)

YARA DOS SANTOS iniciou a sua carreira literária em 2002, com a publicação em Portugal e Cabo Verde, do livro “Força de Mulher”, seguido de “Cabo Verde: Tradição e Sabores”, em 2003. Licenciada em Comunicação Empresarial e pós-graduada em Marketing Político, Assessoria de Imprensa e Protocolo, trabalha actualmente no Instituto Nacional de Estatística.

Autora: Yara dos Santos

Editor: SeteCaminhos, Produções Editoriais
Ano de edição: 2006

(fonte: SeteCaminhos, Produções Editoriais)

ASPECTOS EVOLUTIVOS DA MÚSICA CABO-VERDIANA


O diplomata de carreira, Manuel de Jesus Fortes Tavares da Cruz Silva, lançou no dia 14 de Dezembro de 2006, no Auditório do Centro Cultural da Embaixada de Portugal, na Cidade da Praia, a obra Aspectos Evolutivos da Música Cabo-Verdiana que, além de periodizar as várias etapas que conheceu a música de Cabo Verde - os períodos eugeniano, beleziano, da mundialização da música de Cabo Verde, dos instrumentos eléctricos na música cabo-verdiana, da pré-independência de Cabo Verde, da nova geração e o regresso às origens e da moderna música cabo-verdiana - aborda, de uma forma geral, os diversos géneros da música cabo-verdiana, propondo uma reflexão em torno de questões como a sua origem, o contexto social do seu desenvolvimento e a caracterização musical e instrumental actual, exemplificados com 42 (quarenta e duas) canções elucidativas e respectivas transcrições musicais, e ainda anexos com o registo de todos os tocadores de alguns instrumentos tradicionais - violão, gaita, cimboa e violino -, bem como uma enumeração de grupos musicais fundados por cabo-verdianos, no país e na diáspora, ao longo do século XX.

A obra foi galardoada com o prémio “Sena Barcelos” instituído pelo Instituto Camões e a Associação Nacional dos Escritores de Cabo Verde, “com o objectivo de estimular a reflexão sobre temáticas de interesse no espaço da CPLP, incentivar o surgimento de novos escritores e promover a Língua Portuguesa como ferramenta de trabalho científico”. Instituído em 2005, distingue, anualmente, uma obra original em Língua Portuguesa de um cabo-verdiano, tendo como referência a História e Cultura de Cabo Verde.

O autor é natural de Calheta da Ilha do Maio e passou parte da sua infância em Pedra Badejo, Concelho de Santa Cruz, onde o pai exercia funções docentes, e onde também iniciou e finalizou a instrução primária. Fez os estudos secundários na Cidade da Praia e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Possui ainda o Curso de Administração e o Curso de Formadores em Administração Pública Local para os PALOP além de várias outras formações de capacitação nos domínios sobretudo da Administração.
Músico multinstrumentalista - toca violão, violino, cavaquinho, piano - e é investigador da música tradicional cabo-verdiana.
Mafaldo Carvalho

Autor: Manuel de Jesus Tavares

Editor: Centro Cultural Português / Instituto Camões - Praia
Ano de edição: 2006

KAB VERD BAND


Cabo Verde Band

O jornalista Carlos Gonçalves lançou, no dia 7 de Dezembro, no Instituto Camões/Centro Cultural Português, na Praia, o seu livro intitulado "Cabo Verde Band". A obra, que compila o material escrito pelo jornalista sobre a música cabo-verdiana, ao longo dos seus cerca de 30 anos de carreira, não só traça a história dos géneros musicais crioulos como também levanta novas pistas sobre a origem de alguns deles.
Baseado em entrevistas e conversas conduzidas por Carlos Gonçalves e em documentação escrita sobre a música de Cabo Verde, de vários autores (desde o príncipio até ao final do século XX), "Cabo Verde Band" é um livro que, começou a ganhar forma em 1993/94: "Possuía já nessa altura todo o material que escrevi durante os meus anos de carreira de jornalista. A estes quis juntar novos dados. Por isso, iniciei nessa época uma nova fase de pesquisa".
Reunido todo o material, Carlos Gonçalves compôs, como o próprio diz, "um protótipo, que serviria para mostrar aos potenciais patrocinadores". À cabeça da lista estava o Arquivo Histórico Nacional porque, explica o jornalista, "queria uma editora que pudesse, de facto, interessar-se e dar-me cobertura, pois tratava-se de um projecto caro, com muitas fotografias e exigia papel de grande qualidade. E consegui".
Assim, quem folheia "Cabo Verde Band" fica a conhecer as interrogações de Carlos Gonçalves sobre a história da música de cabo-verdiana, tem acesso à análise que o jornalista faz sobre os géneros musicais do arquipélago e encontra informação diversa sobre instrumentos musicais, conjuntos, cantores, festivais, discografia e editoras. Tudo isto acompanhado de cerca de 100 fotografias. E a quem desejar ir mais longe do que uma simples leitura, Gonçalves faculta uma discografia selectiva de quatro/cinco discos, no final de cada capítulo, e um índice onomástico.
Segundo o autor, "Cabo Verde Band não traz nenhuma verdade insofismável". Apenas, diz Carlos Gonçalves, "levanto algumas pistas sobre a música cabo-verdiana, nomeadamente as fontes da morna, que não têm sido aceites". O jornalista é, entretanto, peremptório quanto ao futuro da música caboverdiana: "Ela está de boa saúde, apesar das preocupações com as influências externas. Aliás, tanto as influências como as preocupações com ela sempre existiram, pude constatar durante a pesquisa para este livro. Quanto ao futuro, creio que é risonho".
Teresa Sofia Fortes

Autor: Carlos Filipe Gonçalves

Editor: Instituto do Arquivo Histórico Nacional
Ano de edição: 2006

(fonte: jornal ASemana)

CABO VERDE: O CICLO RITUAL DAS FESTIVIDADES DA TABANCA


Um dos grandes problemas da cultura crioula de Cabo Verde é saber, em termos antropológicos, o que é nitidamente africano e o que é europeu e, muito particularmente, reinol, isto é, português. Aliás, tem havido poucas tentativas deste género. Assim, pode dizer-se que, em Cabo Verde, nunca houve uma Etnografia, Etnologia ou Antropologia Cultural ou Social, cujos estudos nos pudessem fornecer ideias seguras para, numa análise do tipo sócio-antropológico, tentar separar os dois elementos fundamentais dessa cultura compósita.
…, esta obra tem antes de mais o mérito de ser pioneira. E mais: vem colocar o elemento cultural Tabanca no seu devido lugar, no contexto da cultura caboverdiana que, até aqui, era tomada ou considerada das manifestações culturais mais africanas de Cabo Verde, o que não é totalmente verdade, pois é um ritual em que a África está presente, sim, mas apenas nalguns detalhes, como, por exemplo, nos rituais dos tambores (não na forma do instrumento que é reinol), na música, nas lenga-lengas e nas danças (estas, sim, de origem nitidamente africana), pois que o seu significado profundo anda à volta de paradigmas e padrões portugueses das festas populares de Sto. António, S. João, S. Pedro e Sta. Cruz, correntes em Portugal, nas ilhas atlânticas e noutras partes do mundo em que os portugueses se foram fixando ao longo do tempo. Possivelmente uma incursão comparativa com as festas de Sta. Cruz talvez fosse de interesse imediato, dado me parecer vislumbrar na estrutura da Tabanca traços similares, ou, então, produtos de convergência cultural.


Autor: José Maria Semedo e Maria R. Turano

Editor: Spleen-Edições – Praia
Ano de edição: 1997

(fonte: BMO – Algés)

B.LÉZA


Cadernos de um Trovador

No prefácio, Mário Alves, Presidente da Associação Cultural Etnia, descreve como descobriu B.Léza, levado por um amigo a ouvir Travadinha, nos final dos anos 70, seguido de outros notáveis da música cabo-verdiana, após o que Cabo Verde lhe "entrou na cabeça e no coração". Mais tarde, quando a ETNIA já estava instalada em S. Bento, descobriu que a música e a história de B.Léza esteve sempre por detrás de tudo isso, tendo-se então apercebido "da importância e do significado da vida e da obra do genial criador de Mar Azul".
A partir do projecto InterculturaCidade, Mário Alves reencontrou-se com B.Léza, Francisco Xavier da Cruz de baptismo, "primeiro nas cordas de Armando Tito e nas telas do António Firmino... depois nos velhos discos de vinil e documentos... e finalmente na revelação luminosa do 'Bronze', o mítico violão de B.Léza, único como ele só" que expuseram na montra do Centro InterculturaCidade para assinalar a proximidade do seu 1º centenário".

Autor: Veladimir Romano

Editor: ACE - Associação Cultural ETNIA - Coordenação
Ano de edição: 2004

(fonte: Ernestina Santos)

CANÇÕES INFANTIS


Julgo que esta pequena colectânea de canções infantis vem favorecer a aprendizagem musical das crianças não só pelo lado intencionalmente pedagógico em que foram escritas, mas igualmente pelo lado lírico e recreativo adaptados ao ambiente e temperamento espiritual Caboverdiano.

Autor: Margarida Brito
Ilustrações: Luísa Queirós

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro e do Disco
Colecção: Infantil
Patrocínio: Direcção Geral do Património Cultural

(fonte: Bibliotecas Municipais de Lisboa - Natália Correia)

MÚSICA E CABO-VERDIANOS EM LISBOA


O jornalista cabo-verdiano Vladimir Monteiro anuncia o lançamento on-line do seu livro:

MÚSICA E CABO-VERDIANOS EM LISBOA

A obra, resultado de uma grande reportagem realizada entre 2000 e 2002 tem sido progressivamente actualizada.

A edição on-line nasceu de uma proposta dos webmasters cabo-verdianos José Monteiro e Marlene Nobre, da Caboindex, em Lisboa. É deles a ideia, concepção gráfica e várias fotografias. Por seu turno, o designer português André Seguro concebeu a capa da obra.

Sobre a obra, apenas dizer que tem três capítulos:
- "Rostos de Lisboa " (os precursores, os jovens e os músicos de que nunca se fala);
- "Aqui faz-se música" (informações sobre o papel dos bairros e dos restaurantes, como e onde gravar, a relação que os pintores cabo-verdianos de Lisboa como Mito ou David Levy Lima mantêm com a música);
- " Encontros lusófonos" (traz uma selecção de textos variados que falam de Lisboa em bem ou mal assim como o encontro entre os músicos crioulos e lusófonos na capital portuguesa).
Finalmente, o livro tem dois anexos as músicas de Cabo Verde e sobre a imigração cabo-verdiana em Portugal.

Por: Vladimir Monteiro (adaptado por Terra Sabi)

MÚSICA CABOVERDEANA


Mornas para Piano
de Jorge Fernandes Monteiro
(Jòtamont)

O presente caderno de MORNAS (música e letra) é o primeiro de uma série que Jorge Monteiro pretende publicar com o generoso patrocínio da ENACOL (Empresa Nacional de Combustíveis) à semelhança do que vem acontecendo em todos os países onde as empresas mais dinâmicas e, consequentemente, mais florescentes, se orgulham se seguir o exemplo de Mecenas, o mais célebre protector das Artes e das Letras na antiga Roma.
Às primeiras trinta, todas da autoria de Jorge Monteiro (música e letra) seguir-se-ão três cadernos com MORNAS, respectivamente, de Eugénio Tavares, Francisco Xavier da Cruz (B.Léza) e diversos, contando-se entre estes Luís Rendall, Jacinto Estrela, Jack de Carmo, Lela de Maninha, Olavo Bilac e outros mais.
Para não encarecer a edição a música do primeiro caderno é para piano, enquanto que, nos restantes se limita à melodia, mas com a promessa de uma segunda edição com música para piano, do ou dos cadernos que se esgotarem mais rapidamente, visto que o produto da venda respectiva fica reservado para esse fim.
Note-se que o projecto é mais ambicioso, porque Jorge Monteiro tem as gavetas cheias de músicas caboverdeanas, uma boa parte da sua autoria, acumuladas ao longo da sua carreira profissional, iniciada aos 14 anos de idade, com tanto entusiasmo que desde logo passou a ser chamado Jorge Cornetim, como aliás continua sendo (familiarmente) mesmo depois de ter sido nomeado para exercer o cargo de Professor de Canto Coral do Liceu ou de Regente da Banda Municipal, tanto no Mindelo como na Praia.
O facto de ainda estar regendo a Banda do Mindelo (com ordenado simbólico) apesar dos seus setenta e quatro anos bem contados, é prova evidente de que se entrega de alma e coração à menina dos seus olhos, desinteressadamente.
Da sua competência profissional falam eloquentemente não só o seu currículo, como também as palavras de apreço que lhe dirigiu o Sr. João Duarte Sarrado, Distinto Presidente e Maestro das Bandas de Belo Horizonte, Sabará e Caèté, no Brasil, em carta de 19 de Abril de 1984, depois de ter tido oportunidade de apreciar os seus conhecimentos da Arte Musical, a sua "capacidade para dirigir qualquer tipo de organização musical e ainda a facilidade com que compõe, instrumenta e escreve sem o uso de qualquer tipo de instrumento".
Confessando-se 2grato pela colaboração eficiente que nos deu, ensinando-nos como deve reger uma Banda de Música… esperamos um dia poder cantar a alegria do seu retorno a Minas-Gerais, Belo Horizonte, onde estaremos de braços abertos para o receber".
Escusado acrescentar que Jorge Monteiro é caboverdeano e nasceu na Ilha de São Vicente, porque as Mornas já o dizem. São todas de bom nível artístico, de um lirismo caboverdeano bem vincado, e a prova disso é que muitas delas estão gravadas em disco e cassete.
Félix Monteiro

Autor: Jòtamont

Ano de edição: 1987
Patrocínio: ENACOL

MORNAS E CONTRA - TEMPOS


Coladeras de Cabo Verde

Muito se tem escrito, em prosa, poesia, contos, sobre Cabo Verde, mas pouco ou quási nada, se não estou em erro, se tem divulgado a propósito das nossas melodias, representadas em caracteres musicais.
Debrucei-me sobre este pequenino e desprentencioso livrinho, tão somente para que as nossas melodias fiquem gravadas em papel de música, porque… MORTE É LADRON…

Recolhas de Jòtamont

Ano de edição: 1987
Patrocínio: ENACOL

MÚSICA CABOVERDEANA


Mornas de Francisco Xavier da Cruz
(Bê Léza)

Transcritas por Jòtamont

Ano de edição: 1987
Patrocínio: ENACOL

MÚSICA CABOVERDEANA


Mornas de Jorge Fernandes Monteiro
(Jòtamont)


Prefaciar um caderno de Mornas, como modestamente resolveu o mestre Jorge Monteiro chamar a essa pequena colectânea de música caboverdeana, é para nós, leigos em música, um prazer e não deixa de ser uma honra porque nos reconheceu gosto e sensibilidade. Mas de qualquer modo, conscientes das nossas limitações musicais, fazemo-lo confiante no conhecimento que temos da nossa cultura e apoiados nos apetrechos técnicos da literatura e da etnologia da música.
Jorge Monteiro, mindelense ferrenho, é neste momento uma das mais finas sensibilidades da velha escola caboverdeana de música; e este caderno além de texto escrito que é, de grande utilidade para os nossos alunos de música e não só, ficará na história da música caboverdeana juntamente com os outros dois, sobre Eugénio Tavares e de outros compositores de música tradicional caboverdeana, também como um dos maiores contributos prestados à nossa música por quem de facto a conhece profundamente.
G. Moacyr Rodrigues

Autor: Jòtamont

Ano de edição: 1987
Patrocínio: ENACOL

MÚSICAS DE CABO VERDE


Mornas de Eugénio Tavares

Sob pretexto que o fio melódico de algumas mornas de Eugénio Tavares vem sendo adulterado ao longo dos anos, havendo casos até em que também é alterado, mais ou menos inconscientemente, a articulação do ritmo musical com o dos versos respectivos, Jorge Monteiro não inclui neste caderno mais do que vinte mornas, deixando para melhor oportunidade as que se lhe afiguram susceptíveis de recuperação (música e letra) com o concurso de músicos e cantores mais próximos de contemporâneos de Eugénio.
Do seu confronto com o livro Mornas – Cantigas Crioulas organizado e prefaciado por Eugénio pouco antes de morrer (1930) se verifica que não é coincidente a ordem seguida, sendo de se presumir que, no referido livro, o autor logicamente terá seguido a ordem cronológica, talvez com uma excepção, na hipótese de a Morna “Bidjiça” ter algo de autobiográfico, isto é, ter surgido quando o autor começava a envelhecer. A dedicatória de “Ná, ó menino ná” ao que parece nada tem a ver com a antiguidade dessa morna, cuja letra é estranha ao trágico acontecimento indirectamente invocado.
Por outro lado figuram neste caderno algumas mornas com letra em português e que não constam da primeira edição do citado livro, pela simples razão de este ser de “cantigas crioulas”.
Félix Monteiro

Transcritas por Jòtamont

Ano de edição: 1987
Patrocínio: ENACOL

56 MORNAS DE CABO VERDE

Recolhas de Jòtamont

É lugar comum dizer-se que nunca é tarde para se fazer uma obra prima!, e para comprovar essa asserção popular, - vem Jorge Fernandes Monteiro, também conhecido por Jòtamont, seu nome artístico, generosamente presentear aos seus compatriotas, mais um opúsculo de 56 Mornas de diversos autores Caboverdianos, as quais se traduzem em melodias e poemas escritos no nosso idioma, para assim não deixar escapulir nem um só átomo do seu sentimento e genuidade da sua essência original, evitando a sua alteração com o rodar do tempo.
Essas melodias estilizadas em Mornas, contém, para além do mais, dois protagonistas principais: o sentimento telúrico e líricodos ilhéus, fixados pelos poetas/ou compositores nas suas horas em que a alma está sossegada e predisposta para o acto; os pés fincados no chão pátrio e o raciocínio envolvido pelo calor e colorido do meio que os inspirou.
Marmellande

Autores diversos

Ano de edição: 1988
Patrocínio: Companhia dos Tabacos de Cabo Verde