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CARLOS VEIGA – BIOGRAFIA POLÍTICA


O Rosto da Mudança em Cabo Verde

Começando por uma breve introdução à história de Cabo Verde, desde a descoberta aos movimentos autonomistas já no século XIX, até á luta do PAIGC e à independência, Carlos Veiga: Biografia Política traça depois o perfil do regime de partido único que vigorou durante quinze anos neste país, e relata a mudança liderada por Carlos Veiga e pelo seu Movimento para a Democracia.

Atraído para a política pelas arbitrariedades do Estado Novo, Carlos Veiga teria depois um importante papel na deposição pacífica do regime de pendor totalitário do PAIGC, que impôs um modelo político falhado a Cabo verde, assente no controlo estatal da economia e no cercear das liberdades do país.

Criador do MpD - que, na esteira da queda do Muro de Berlim, conseguiu romper com o sistema de partido único e, Cabo Verde -, Carlos Veiga seria o primeiro chefe de governo escolhido em eleições multipartidárias, exercendo o cargo de primeiro-ministro entre 1991 e 2000.

Depois do desenvolvimento que imprimiu aos destinos de Cabo Verde, e consciente da necessidade de renovação em democracia, deixou o cargo para se candidatar à Presidência da República, com o que pretendia consolidar o regime constitucional de que foi mentor.
No entanto, viria a perder as eleições presidenciais por uns escassos 17 votos - naquilo que se viria a demonstrar em tribunal ter sido um resultado fraudulento.

Excerto
«Num continente que nem sempre é sinónimo de democracia, num pequena país sempre sujeito às flutuações do sistema internacional, a mudança rumo a uma maior consagração da democracia é sempre uma tarefa árdua, faseada, prolongada, mas de sentido único. Em Cabo Verde, a mudança para a liberdade e para a democracia têm um rosto – Carlos Veiga.»

Autor: Nuno Manalvo

Editor: Aletheia
Ano de edição: 2009

O FAZEDOR DE UTOPIAS


Uma Biografia de Amílcar Cabral

A história do homem que liderou a independência das colónias portuguesas e África

«Amílcar Cabral nasceu guineense e cabo-verdiano, numa generosidade pan-africanista que, paradoxalmente, haveria de ser a sua desgraça. Tenho para mim que foi uma das figuras mais interessantes do século XX, uma espécie melhorada (muito melhorada mesmo) de Che Guevara africano. O facto de o seu nome e de a sua obra dizerem hoje tão pouco às novas gerações de intelectuais africanos, e de ser praticamente desconhecido fora do continente, afigura-se-me uma enorme injustiça. Este livro tenta devolver ao grande público essa figura maior de África. Fá-lo numa linguagem jornalística, apoiada numa investigação rigorosa. O facto de o seu autor, António Tomás, ser angolano, não me parece irrelevante. Trata-se de dar a ver um pensador e combatente africano numa perspectiva africana. Algo que teria certamente agradado a Amílcar Cabral.» José Eduardo Agualusa

Os factos da vida de Amílcar Cabral são mais ou menos conhecidos: nasceu na Guiné, Bafatá, em 1924, de pais cabo-verdianos; estudou agronomia em Portugal e fundou o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), movimento na vanguarda das independências dos países africanos de expressão portuguesa. Morreu, em Janeiro de 1973, às mãos dos seus próprios homens, numa conspiração cujos contornos ainda não se conhecem na totalidade. Nesta biografia, a primeira de grande fôlego sobre um líder nacionalista africano, António Tomás não se limita a reconstituir a vida de Amílcar Cabral. Dá igualmente conta da época conturbada em que se desenrolou a gesta nacionalista africana. Numa linguagem simples e acessível, «O Fazedor de Utopias - Uma Biografia de Amílcar Cabral» é também uma reflexão lúcida e perspicaz sobre os movimentos de libertação, quando já se tornaram obsoletos os ideais que lhes deram fundamento.

Autor: António Tomás

Editor: Tinta da China Edições
Ano de edição: Outubro 2007

UM CABO-VERDIANO PELO MUNDO


Um Cabo-verdiano pelo Mundo, um apanhado de factos e sentimentos vividos pelo autor que, tendo nascido no Paul, Santo Antão, Cabo Verde, chegou à idade da reforma nos seus serviços e vivências através dos tempos, nos Estados Unidos da América. Durante a sua vida ensinou em vários continentes contactando assim com vários povos e culturas procurando sempre dar o seu melhor no s através do ensino como também nas comunidades onde exercia as suas funções. Hoje revive com alegria e também com muita saudade tudo o que encontrou, tudo o que viu, tudo o que fez nunca esquecendo as pessoas que pelo caminho encontrou.

Autor: Salazar Ferro

Editor: Herms Press
Ano de edição: 2009

BALTASAR LOPES DA SILVA E A MÚSICA


"Ora bem, da sua faceta de amante da música, sabe-se que Baltasar Lopes tocava alguns instrumentos de corda com destaque para o violino. Igualmente na sua abrangente e profunda actividade de escrita e ensaística, não raro, Baltasar Lopes traz a música implicada no seu texto, ora de forma explícita, ora disseminada entre concepções que ele formulou e nas quais acreditou estarem conformadas às características artísticas que identificam o cabo-verdiano."
In "Baltasar Lopes da Silva e a Música"

Autora: Ondina Ferreira

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Colecção: Artes e Letras
Ano de edição: 2006

(fonte: Carlota de Barros)

BANA: UMA VIDA A CANTAR CABO VERDE


A diáspora tem muitas figuras brilhantes, todavia “Bana só há um!” - como se escuta em Cabo Verde.

É sem dúvida um dos mais exactos diapositivos da autenticidade crioula. Cada morna, para si, é um distinto de sentimentos, qual heterónimo variante das múltiplas fisionomias mestiças.

É o testemunho de uma época, do S. Vicente de "nôs tempe" e é inegável que por detrás do esforço do sorriso, se descortina a intenção de camuflar a saudade.

Autora: Raquel Ochoa

Editor: Editora Planeta Vivo
Ano de edição: 2008

(fonte: Editora Planeta Vivo )

O TEMPO DE B.LÉZA


Documentos e Memórias

B.Léza, um dos mais célebres compositores cabo-verdianos, só no poeta e também compositor Eugénio Tavares tem um equivalente em celebridade e permanência na memória colectiva cabo-verdiana. Como Eugénio, B.Léza “viveu de sua arte”, afirmou Baltasar Lopes da Silva ao microfone da Rádio Barlavento, por ocasião da morte do compositor.


Autora: Gláucia Nogueira

Editor: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia
Colecção: Estudos e Pesquisas
Ano de edição: 2005

CESÁRIA ÉVORA


Biografia Autorizada

“Chamam-me a embaixatriz da música de Cabo Verde e da música africana, rainha das mornas, diva dos pés descalços. Também já me chamaram “grogue velho” e “vinho do Porto”. Dizem que é por cantar cada vez melhor. Deve ser por isso que em França escrevem que eu lembro a Edith Piaf, em Portugal já me perguntaram se eu me considerava a Amália Rodrigues de Cabo Verde, os que gostam de jazz sempre falam de Billie Holiday, e até já me mostraram um jornal onde estava escrito que eu era a “Bessie Smith dos Trópicos”.”

JOSÉ MANUEL SIMÕES é licenciado em Jornalismo Internacional, professor de Fotojornalismo na Escola Superior de Jornalismo do Porto e jornalista da secção de cultura e espectáculos de Jornal de Notícias.

Autor: José Manuel Simões
Fotografias de José Simões e Jacek

Editor: Francisco Lyon de Castro – Publicações Europa-América
Colecção: Platina
Ano de edição: 1997

(Para consulta: Fonoteca Municipal de Lisboa e BLx – Palácio Galveias)

ILDO LOBO


A Voz Crioula

Impressionava… a sua humildade, apesar da consciência do lugar que lhe cabia no panorama da música cabo-verdiana…. A justificação que ele dava para essa disponibilidade é que ele se achava um cantador e não um cantor, distinção que ele nunca esclarecia mas que arrisco a traduzir como de alguém que, para além do gosto, sentia a missão de cantar para o seu povo.
As boas qualidades humanas terão servido para ampliar, ainda mais a simpatia do povo cabo-verdiano, que, pela certa, se sentirá orgulhoso e grato por esse ilustre filho da terra que muito contribuiu para o seu engrandecimento. A impressionante multidão de gente conhecida e anónima que se juntou para o acompanhar à última morada e as muitas homenagens que se lhe vem prestando desde o seu desaparecimento físico, são prova disso mesmo.
Adalberto Silva (Betú)

YARA DOS SANTOS iniciou a sua carreira literária em 2002, com a publicação em Portugal e Cabo Verde, do livro “Força de Mulher”, seguido de “Cabo Verde: Tradição e Sabores”, em 2003. Licenciada em Comunicação Empresarial e pós-graduada em Marketing Político, Assessoria de Imprensa e Protocolo, trabalha actualmente no Instituto Nacional de Estatística.

Autora: Yara dos Santos

Editor: SeteCaminhos, Produções Editoriais
Ano de edição: 2006

(fonte: SeteCaminhos, Produções Editoriais)

AMÍLCAR CABRAL



Autor: Carlos Pinto Santos

Editor: Matéria Escrita
Colecção: Breves Biografias
Ano de edição: 1998

(fonte: BLx – Palácio Galveias)

A POÉTICA DE SÉRGIO FRUSONI


Uma Leitura Antropológica

Sérgio Frusoni é um dos poucos grandes caboverdianos que ainda não foi objecto de um estudo específico, embora bem o mereça, por vários motivos, entre os quais ter escrito sempre em “crioulo”, língua que dominou com maestria. De Frusoni existem somente referências em antologias, mas nunca alguém se abalançou a debruçar-se sobre a sua poética que, quanto a mim, constitui um “caso” verdadeiramente extraordinário, no contexto da produção poético-literária do Arquipélago. Não porque tenha, realmente, manejado o “crioulo” de S. Vicente como mais ninguém o fez, mas porque a sua produção se situa, verdadeiramente, em todos os quadrantes da poesia: lírica, romântica, de intervenção crítica, sarcástica, realista, narrativa, etc. e, o que é mais interessante, é um poeta que reflecte, pensa e critica a sua terra e a sua sociedade, através de retratos que faz de situações, factos e eventos.

Autor: Mesquitela Lima

Editor: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa; Instituto Caboverdiano do Livro e do Disco
Ano de edição: 1992

(fonte: Bibliotecas Municipais de Lisboa – Penha de França)

B.LÉZA


Cadernos de um Trovador

No prefácio, Mário Alves, Presidente da Associação Cultural Etnia, descreve como descobriu B.Léza, levado por um amigo a ouvir Travadinha, nos final dos anos 70, seguido de outros notáveis da música cabo-verdiana, após o que Cabo Verde lhe "entrou na cabeça e no coração". Mais tarde, quando a ETNIA já estava instalada em S. Bento, descobriu que a música e a história de B.Léza esteve sempre por detrás de tudo isso, tendo-se então apercebido "da importância e do significado da vida e da obra do genial criador de Mar Azul".
A partir do projecto InterculturaCidade, Mário Alves reencontrou-se com B.Léza, Francisco Xavier da Cruz de baptismo, "primeiro nas cordas de Armando Tito e nas telas do António Firmino... depois nos velhos discos de vinil e documentos... e finalmente na revelação luminosa do 'Bronze', o mítico violão de B.Léza, único como ele só" que expuseram na montra do Centro InterculturaCidade para assinalar a proximidade do seu 1º centenário".

Autor: Veladimir Romano

Editor: ACE - Associação Cultural ETNIA - Coordenação
Ano de edição: 2004

(fonte: Ernestina Santos)

MANUEL LOPES


Rotas da vida e da escrita

O nome da Manuel Lopes é já familiar entre os escritores lusófonos. Há contudo, em volta do seu nome, uma aura, não só de mérito literário, mas de cidadão que, ao longo de uma vida inteira, construiu e reconstruiu, sem cessar, espaços preciosos para a identidade cabo-verdiana. O drama da população cabo-verdiana, os flagelos das secas e da fome, atinge na obra de Manuel Lopes um momento alto, quer se fale de vida ou de literatura.

Este volume, modesto como o autor que se propõe dar a conhecer, é um gesto de homenagem simbólico, onde se reuniram testemunhos fotográficos e uma extensa entrevista ao autor, introduzidos por uma biografia e depoimentos de personalidades várias, cuja postura traduz, de forma inequívoca, a solidariedade incondicional de Portugal e de Cabo Verde em torno desta figura emblemática.
Com a recolha destes elementos e a sua apresentação nestas Rotas da Vida e da Escrita, o Instituto Camões junta a sua voz aos intelectuais que, de há longa data, reconhecem no nome de Manuel Lopes um dos mais importantes pilares da edificação de uma rota de caboverdianidade.

Autores: António Loja Neves e Maria Armandina Maia

Edição:Instituto Camões
Ano de edição: 2001
ISBN: 972-566-221-0

(fonte: Ernestina Santos)

ÑA BIBIÑA KABRAL


Bida y Obra

Otor: T.V. da Silva (Tomé Varela da Silva)
Kolaboradoris: Horácio Santos y Alexandre Semedo
Kapa: Konseson di T.V. da Silva
Fotografias: Zeca Couto (kapa) y Manuel Figueiredo (ántis di “Didikatória”)

Idison: Institutu Kauberdianu di Libru
Kuleson: Tradisons oral

EUGÉNIO TAVARES


Pelos Jornais...

Autor: Félix Monteiro -
- Recolha, Organização e notas bibliográficas
Prefácio: Manuela Ernestina Monteiro
Capa: Manuel Figueira

Editor: Instituto Caboverdiano do Livro
Colecção: DocumentosAno de edição: 1997
Patrocínio: Câmara Municipal de Santarém e XII Feira do Livro Português

(fonte: Ernestina Santos)

EUGÉNIO TAVARES


Viagens Tormentas Cartas e Postais

EUGÉNIO de Paula TAVARES, que o consenso geral elege como expoente máximo da poesia caboverdiana de língua crioula, nasceu na ilha Brava a 18 de Outubro de 1861, onde viria a falecer a 1 de Junho de 1930.
Apesar de não ter frequentado o Seminário-Liceu de S. Nicolau nem qualquer outro estabelecimento do ensino secundário no exterior, era dotado de uma invulgar formação cultural que se reflecte nos seus escritos e fez dele o jornalista e o prosador que dominou o cenário ilhéu do primeiro quarteirão deste século.
Tendo tido uma efémera passagem pela vida oficial, como Recebedor de Finanças, viria a ser acusado de um alcance, ficticiamente inventado, na senda de uma perseguição política e de que seria mais tarde ilibado.
Fez a sua estreia literária no "Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiras" com a idade de quinze anos e deixou uma extensa colaboração, dispersa por jornais e revistas: poesia, em português e crioulo, narrativas, teatro e jornalismo.
Imigrado nos Estados Unidos da América, onde se acolheu temporariamente fugindo às perseguições políticas, fundou em New Bedford o jornal "Alvorada" onde defendeu ideias autonomistas. Com uma colaboração muito dispersa, é na "Revista de Cabo Verde", publicada nos anos de transição dos séculos XIX e XX, e no jornal "A Voz de Cabo Verde", que saiu a lume após a proclamação da República em Portugal e que sobreviveu de 1911 a 1919, que a maior parte é referenciada.
Postumamente foi publicada em livro uma colectânea das suas poesias em crioulo, intitulada MORNAS.
Estes dois volumes antológicos pertencem a uma série de três que procura reunir toda a produção que foi possível localizar, inserindo-se no último um estudo sobre o escritor.
Eugénio de Paula Tavares era casado com D. Guiomar Leça Tavares, não tendo deixado descendência.


Autor: Félix Monteiro -
- Recolha, organização e notas bibliográficas
Prefácio: Manuela Ernestina Monteiro
Capa: Manuela Figueira

Editor: Instituto de Promoção Cultural
Colecção: Documentos
Ano de edição: 1999
Patrocínio: Banco de Cabo Verde

(fonte: Ernestina Santos)

MANUEL D'NOVAS


Música, Vida, Caboverdianidade

"Dizem-me que ele é natural de Santo Antão. E, no entanto, ele é acima de tudo um mindelense. Não no sentido de ser um "produto", mas antes no sentido de ser um "revelado" pela cidade do Mindelo, no sentido de, sem qualquer esforço ou estudo particular, ele ter apreendido e interiorizado a vivência deste povo brincalhão, satírico, mundano e festivo, que depois devolve em forma de composições musicais onde a ironia, o bom humor, o deixar andar, marcas individualizadas de Mindelo, são presença e componente mais importantes".
Germano Almeida

Autor: César Augusto Monteiro
Prefácio: Dr. Manuel Faustino

Ano de edição: 2003

AMÍLCAR CABRAL

para além do seu tempo

Esta obra foi a forma que Óscar Oramas encontrou para homenagear Amílcar Cabral por ocasião do 25º aniversário da sua morte. Considerado o líder espiritual de vários movimentos independentistas africanos, nomeadamente o de Angola e da Guiné Bissau, ainda teve tempo de fundar o PAIGC antes de ser assassinado a 20 de Janeiro de 1973.

Autor: Óscar Oramas
Tradução: João Marques

Editor: Hugin - Editores
Ano de edição: 1998
ISBN: 972-831-060-9

(fonte: Som Livre)